Automutilação Não Suicida (Conteúdo de Tema Sensível)

Taís Santos

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Automutilação Não Suicida (Conteúdo de Tema Sensível)

A automutilação é um tema delicado e desafiador para todos aqueles que lidam com a situação, sejam pais, adultos de referência, amigos, médicos, educadores, vizinhos entre outros, porém é uma questão que merece atenção e o devido cuidado. Muitos podem não entender a complexidade e a gravidade deste comportamento e assim não ser capaz de ajudar aquele que se fere.

A automutilação não suicida é um ato que causa dor ou danos superficiais ao próprio corpo, mas não tem a intenção de causar morte, geralmente consistem em arranhões, pequenos cortes, beliscões, queimadura com cigarro ou isqueiro, tapas, entre outros, que a pessoa dirige a si. São comportamentos diferentes dos métodos utilizados em tentativas de suicídio, geralmente é praticado por adolescentes e jovens adultos, mas pode ocorrer em outras faixas etárias.  Neste cenário a pessoa busca na maioria dos casos alivio imediato para uma variedade de sintomas emocionais, que podem ser baseados em estresse, ansiedade, depressão, baixa autoestima, pensamentos disfuncionais entre outros.

Faz-se necessário entender ainda outros conceitos, um comportamento suicida é uma ação destinada a ferir a pessoa com a possibilidade ou intensão de causar a morte, que conduz as tentativas e ao suicídio consumado. Existe uma outra categoria, denominada de ideação suicida, onde ocorrem planos e pensamentos sobre o suicídio, sem necessariamente ter a execução destes planos.

É preciso compreender que mesmo quando a automutilação não causa a morte, as pessoas que praticam a automutilação têm provavelmente mais propensão a tentar ou cometer o suicídio, ou sofrer com a ideação suicida, é preciso atenção a este sinal e as demais condicionantes do ambiente em que a pessoa está inserida, bem como na utilização deste comportamento e a evolução dos casos, como intensidade ou frequência dos machucados.

Não existe nenhum medicamento aprovado para o tratamento específico da automutilação não suicida, tratam-se os motivos que conduzem a pessoa a este comportamento como a ansiedade, depressão, uso de substancias ou qualquer transtorno presente, o tratamento poderá ser realizado com psicofármacos a depender da complexidade do caso aliado a psicoterapia. Assim se você conhece alguém com estas características ou tem enfrentado este quadro é preciso buscar ajuda profissional.

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