Trabalho & Saúde Mental

Taís Santos

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Trabalho & Saúde Mental

“Um estudo realizado em 2011 por uma equipe de cientistas sociais da Universidade de Canberra, na Austrália, concluiu que ter um emprego que detestamos é tão ruim para a saúde, ou até pior, do que não ter emprego algum. Os níveis de depressão e ansiedade entre pessoas insatisfeitas no trabalho foram iguais ou maiores do que os níveis do que os níveis dos desempregados”. (SINEK, Simon. Líderes se servem por último, 2019, p.48).

A conclusão da pesquisa feita acima exposta por Simon Sinek não parece tão distante da realidade atual de muitos profissionais e de muitas empresas, como psicóloga no ambiente de clínica, noto que o trabalho ocupa uma posição primária causadora de doenças psicológicas como ansiedade, depressão e pânico, por meio de minha experiência, de uma década, atuando com gestão de pessoas, percebo como grande parte das empresas tem se tornado agentes de adoecimento.

Obviamente não se pode culpar ou responsabilizar nenhuma das partes, mas trata-se de uma oportunidade de desenvolvimento e mudança de paradigmas. Para os indivíduos, profissionais, é preciso investir em autoconhecimento, auto-gestão e principalmente regulação das emoções e tomada de decisão, para se colocar no melhor lugar possível, desempenhando tarefas que sejam minimamente estimulantes, podendo conhecer e expandir suas capacidades e seu próprios limites, além de poder obter resiliência para os enfrentamentos diários que o trabalho exige.

Para as organizações, empresas, é necessário reconhecer a complexidade do tema e a responsabilidade de gerar impactos positivos na vida daqueles que atuam em suas atividades. Noto grande receio de investir, ou mesmo de mudar processos que foram construídos visando a maior produtividade e lucratividade, desconsiderando o fator humano. Muitas das mudanças que geram saúde mental na empresa podem nem mesmo ser oneradas, se iniciam por um olhar mais presente, organização do ambiente e de equipes, responsabilidade e delimitações dos cargos, processos de comunicação mais transparentes e uma cultura que vá de encontro aos conceitos e necessidades humanas básicas.

Se você se sente insatisfeito com seu trabalho, este pode ser um sinal de alerta, para buscar novas estratégias e a psicoterapia consiste em um espaço seguro e estimulante para tanto. No caso das organizações é possível buscar por um business partner, que fara uma diagnóstico organizacional e propostas estratégicas de intervenção para melhoria da gestão de pessoas.

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